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Saúde

Hábitos ligados ao câncer contrastam com a percepção de saúde dos brasileiros

Levantamento mostra que excesso de peso, sedentarismo e álcool convivem com uma avaliação positiva da própria saúde.

Hábitos ligados ao câncer contrastam com a percepção de saúde dos brasileiros

A avaliação positiva da própria saúde aparece com mais frequência entre brasileiros que relatam consumir álcool de forma regular. De acordo com a pesquisa “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos”, 64% dos que bebem de cinco a sete dias por semana consideram sua saúde ótima ou boa. Entre os que não consomem bebidas alcoólicas, esse índice é de 58%.

O levantamento foi realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center e pela Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados. A pesquisa aponta que 59% dos entrevistados classificam a própria saúde como ótima ou boa. Ao mesmo tempo, informações declaradas de peso e altura indicam que 63% da população adulta está acima do peso ideal: 37% têm sobrepeso e 26%, obesidade, conforme os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O álcool é classificado pela OMS como cancerígeno e está associado a tumores de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama. A combinação com o cigarro aumenta os riscos. Entre os participantes, 58% dizem não beber, 30% consomem álcool de um a dois dias por semana e 5% relatam beber de cinco a sete dias.

A atividade física também aparece entre os pontos de atenção. Quarenta e dois por cento afirmam nunca praticar exercícios. Entre os que se exercitam, a média é de 2,4 dias por semana. Segundo Victor Piana, patologista e CEO do A.C.Camargo Cancer Center, o excesso de peso é fator de risco para mais de dez tipos de câncer, incluindo os de intestino, mama, pâncreas e esôfago. “Quem não se movimenta abre mão de uma das ferramentas de prevenção mais baratas e acessíveis que existem”, afirmou.

A alimentação é o aspecto mais favorável identificado na pesquisa. Dois terços dos entrevistados, ou 66%, consomem alimentos frescos, como frutas, verduras, legumes, ovos e carnes, seis dias ou mais por semana. Bebidas açucaradas, ultraprocessados, doces e frituras aparecem em cerca de 2 dias semanais.

Ainda assim, 29% citam o preço alto de carnes frescas, frutas e vegetais como obstáculo para manter uma alimentação saudável, enquanto 21% mencionam falta de tempo e cansaço. Entre os que ganham até um salário mínimo, o preço é uma barreira para 40%. Na faixa acima de cinco salários mínimos, o principal obstáculo passa a ser o tempo, citado por 39%; o preço é apontado por 10%.

A Nexus entrevistou, face a face, 2.015 pessoas com idade a partir de 16 anos nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de 2 p.p., com intervalo de confiança de 95%. A coleta ocorreu entre 25 e 30 de junho de 2026. O estatístico responsável foi Neale El-Dash, Conre 8656-A.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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